Terapia Familiar

O diálogo é a principal ferramenta desse tipo de atendimento terapêutico. As sessões acontecem com um pequeno grupo de até quatro pessoas, no máximo. Os membros da família são incentivados a falar de suas divergências e perturbações, um de cada vez.

O motivo de se incluir toda ou parte da família no processo terapêutico baseia-se no fato de que aquilo que ocorre num indivíduo que convive com familiares ou parentes próximos não decorre apenas de suas condições internas, mas também de um intensa troca com o contexto familiar mais amplo. Ele não só recebe o impacto desse ambiente como também atua sobre ele, influenciando-o. Nesse caso, o terreno da patologia é o núcleo familiar.

Em um grupo familiar disfuncional, os modos de interação entre seus membros vão se cristalizando, quer na forma de distanciamento ou de excessiva interferência na vida uns dos outros. Muitas vezes formam-se "panelinhas" entre alguns membros, deixando outros à margem da história ou transformando-os em "bodes expiatórios". Neste caso, sobra para os pequenos que são, em última análise, "esponjas". Estes absorvem rapidamente tais desarmonias, devido a ausência de mecanismos psíquicos específicos de autoproteção. Sintomas como baixo rendimento escolar, apatia, tristeza, depressão, ansiedade, hiperatividade ou agressividade podem ser sinais que algo no lar não vai bem.

A família em desarmonia perde-se no silêncio da indiferença ou em acusações, frases de duplo sentido, indiretas, desentendimentos, ataques, críticas e brigas. Há dificuldade em colocar-se no lugar do outro (empatia) e os pensamentos concretados impedem a resolução dos conflitos.

Sei que não é fácil reconhecer a necessidade de ajuda profissional nessa hora. Mas também sei o quanto alivia o peso nos ombros de quem toma a decisão de buscar esse tipo de assistência. Limitações fazem parte da vida e hoje em dia Terapia é essencial.